Ponto Chic
Ponto Chic
Felipe Barsuglia
Um ponto é um ponto.
São Paulo é tudo mais. Flerte pontual.
Um espaço-tempo em que se demonstra necessário um distanciamento para flertar com a compreensão. Se por acaso você entrar no furacão, o mundo irá parar de girar. Uma cidade irresistível, perfeita para fumar cigarro.
Nos cumprimentamos doze vezes num período de 3 anos e ele sempre diz: prazer. Deve haver habilidades sociais. Haja o que houver, elogie.
Bom menino. O vislumbre personificado que torna tudo simulado. Template. A ideia do fanatismo em harmonia com a banalização total da falsa verdade à espera de um deslize – memória que vive seu baile de debutante . Brincar de mestre mandou, adequação, hierarquia em banho-maria. Um novo conceito de pré-produção, te dar a mão que veste a luva, mão no bolso em conflito. Motivação. Capricha garotinho, falam o que você quer ouvir. O contrato com extrato amassa itinerário e no peito tatuado frase dita por Romário “quando eu nasci Papai do Céu apontou o dedo e disse: esse é o cara”.
Amizades planejadas, jantares de acesso, estrada de tijolos amarelos.
Faz mais disso. Crononormatividade. Questões de classe.
Pare o mundo que eu quero descer.
Vinte cigarros e uma garrafa térmica cheia de café,
em 5 horas tudo se resolve: desista, resista ou Insta.
Lista da festa, leite em pó sem o leite. SP, deleite!
Cidade do skate, não compro mais azeite.
Aceite: “um por amor….”. Ofício como sedução.
Velhos infantis em sintonia com jovens ranzinzas, mais um apagado no cinzeiro cinza, batom na taça, fechou a piscina.
planos e planos, panos e panos, tudo passa…
Corrida maluca, gente ouriçada.
O clichê favorito é citar a revolução dos bichos.
Beijo com mordida, beijo de boca,
Quem quer ser meu galerista?
A dot is a dot.
São Paulo is everything else: a casual flirtation.
A space-time that states that distance is necessary
to flirt with understanding. If, by chance, you enter the hurricane, the world stops spinning. An irresistible city, perfect for smoking cigarettes.
We’ve greeted each other 12 times over a three-year period and he always says nice to meet you. He must have social skills, therefore praise him, whatever happens.
Good boy. The personified glimpse that makes everything simulated. Template. The idea of fanaticism in harmony with the total trivialization of false truth waiting for a mistake – memory living its debutante ball. Playing Simon Says, adequacy, hierarchy in a bain marie. A new pre-production concept, giving you the hand that wears the glove, hand in pocket in conflict. Motivation. Go for it little boy, they say what you want to hear. The contract with an itinerary statement and on his chest a tattoo of Romário’s words: “When I was born, God pointed his finger and said: that’s the guy”.
Planned friendships, access dinners, yellow brick roads.
Do more of that. Chrononormativity. Class matters.
Stop the world, I want to get off.
Twenty cigarettes and a thermos full of coffee,
in 5 hours it’s done: give up, resist or insta.
Party list, powdered milk without the milk, SP delight
skate city. I don’t buy olive oil anymore.
Accept: “one for love….”. Craft as seduction.
Childish old men in tune with grumpy young men, yet another one
extinguished in the gray ashtray, lipstick in the cup, the pool has closed.
Plans and plans, cloths and cloths, everything passes…
Wacky race, excited people.
My favorite cliché is to mention the animal revolution.
Kissing with a bite, kissing with your mouth,
Who wants to be my gallerist?